Nelson Piquet participa de atos golpistas e pede Lula ‘no cemitério’ – 02/11/2022

Nelson Piquet participa de atos golpistas e pede Lula 'no cemitério' - 02/11/2022

Tricampeão mundial de Fórmula 1 (1981, 1983 e 1987), Nelson Piquet participou de atos golpistas ao lado de bolsonaristas e pediu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no cemitério. O petista venceu a corrida presidencial do Brasil no último domingo (30), contra Jair Bolsonaro (PL).

“Vamos botar esse Lula filho de uma p* para fora”, disse o ex-piloto, antes de repetir o lema de Bolsonaro, “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, e completar: “E o Lula lá no cemitério” (veja mais abaixo).

Apoiadores do presidente Bolsonaro fizeram hoje (2) manifestações em frente a prédios militares em pelo menos dez estados e no Distrito Federal. Os protestos ocorrem enquanto a PRF (Polícia Rodoviária Federal) ainda registra bloqueios em estradas pelo país em protesto ao resultado das urnas.

Nos últimos anos, Piquet se aproximou do presidente Jair Bolsonaro. Em entrevista concedida à RedeTV!, ele detalhou a aproximação com o político e não escondeu o seu apoio aos atos do agora amigo.

“Fiquei fã dele. Eu o conheci, ele me convidou para almoçar e a gente se deu bem. Nunca me envolvi em política na vida, hoje sou Bolsonaro até a morte. Se a gente não ajudar ele, se o povo não ajudar ele… eu acho que ele é a salvação do Brasil”, disse o tricampeão mundial.

A admiração fez com que Piquet virasse chofer de Bolsonaro por um dia. A cena aconteceu no Dia da Independência, em 7 de setembro de 2021. O ex-piloto dirigiu o Rolls-Royce presidencial na chegada do presidente à cerimônia de hasteamento da Bandeira Nacional.

No início de setembro deste ano, o UOL revelou que o ex-piloto doou R$ 200 mil ao PL, partido do presidente, então candidato à reeleição. O empresário já havia destinado R$ 501 mil diretamente à campanha do chefe do Executivo.

Piquet também já participou de comícios do atual presidente. Em um deles, no ano passado, o ex-piloto pediu a palavra ao político para criticar a TV Globo, chamando a emissora de “Globolixo”, discurso já utilizado por Bolsonaro e seus apoiadores.

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