o consumo excessivo de água pode ter provocado a morte a Bruce Lee – NiT

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Ironia das ironias: o consumo excessivo de água pode ter provocado a morte a Bruce Lee

O ator morreu aos 32 anos e a causa continua a ser alvo de discórdia. Um novo estudo aponta a hiponatremia e lança um alerta.

Uma situação algo irónica.

Provavelmente ninguém conhecerá Lee Jun-fan. Já Bruce Lee dificilmente haverá alguém que não saiba de quem se trata. É uma das grandes referências mundiais no mundo das artes marciais e do cinema e tornou-se um verdadeiro ícone para toda uma geração de fãs de artes marciais. Porém, numa altura em que encantava miúdos e adultos morreu subitamente —  a 20 de julho de 1973, com 32 anos.

As causas da sua morte permaneceram um mistério não resolvido durante 50 anos e não faltam teorias que a tentam explicar. A mais recente sugere que Lee pode ter morrido por beber muita água. Embora o risco seja baixo, a ingestão excessiva de água pode levar a um quadro de hiponatremia, ou seja, a descida da concentração de sódio no sangue. Pode também levar a uma sobrecarga renal ou a um edema cerebral.

Situação considerada até algo irónica, já que o próprio popularizou a frase “sê água, meu amigo”. A possível causa da morte foi apontada por um estudo publicado no Clinical Kidney Journal. Com o objetivo de esclarecer este que é um dos maiores mistérios do século passado, um grupo de investigadores dedicou-se a analisar tudo o que Bruce fez no dia da sua morte e todos os relatórios médicos.

Sabe-se que naquele dia Bruce Lee sentiu dores de cabeça e tonturas por volta das 19h30, logo após fumar canábis e beber água. Depois, tomou um analgésico chamado Equagesic e decidiu ir dormir. Não voltou a acordar — foi encontrado sem vida duas horas depois. Betty Ting, a mulher, relatou tê-lo encontrado sem reação e chamou um médico que realizou manobras de reanimação e que o enviou de ambulância para o hospital. O ator foi declarado morto à chegada.

De acordo com o relatório da autópsia, não havia qualquer ferimento externo visível. Porém, a análise ao cadáver revelou que o cérebro tinha aumentado para 1,575 quilos, bem acima da média de 1,4 quilos considerados normais. Isto seria justificado pelo edema cerebral — tido como a causa provável pelo relatório oficial — que terá ocorrido devido a uma reação extrema ao Equagesic.

Já em maio, apenas dois meses antes de ter morrido, o ator tinha dado entrada no hospital, depois de ter desmaiado no estúdio Golden Harvest. O também atleta queixava-se de dores de cabeça, teve convulsões e desmaiou. Foi-lhe então diagnosticado um edema cerebral e o inchaço do cérebro foi reduzido com a administração de manitol.

Ainda assim, “não seria esperado que o edema cerebral fosse a única descoberta de necropsia se, de facto, a hipersensibilidade ao Equagesic fosse a causa da morte”, salientam os autores do estudo. Os investigadores acreditam que o cérebro de Bruce Lee já estaria a inchar, uma vez que o ator só tomou Equagesic depois de começar a sentir dores de cabeça. E acrescentam: “ninguém morre de um comprimido de Equagesic.”

“Propomos agora, com base na análise de informações publicamente disponíveis, que a causa da morte foi edema cerebral devido a hiponatremia. Por outras palavras, propomos que a incapacidade do rim de excretar o excesso de água matou Bruce Lee”, escrevem os autores, no artigo.

Isto porque, o sucesso do manitol no primeiro colapso leva os estudiosos a concluírem que Bruce Lee estava a ser envenenado por quantidades de sódio elevadas, fruto de não ser capaz de eliminar a água que consumia.​ Sim, porque sabe-se que Lee bebia muita água e a sua mulher, Linda, chegou a contar que o marido tinha uma dieta à base de líquidos, em que se destacava o “sumo de cenoura e maçã”.

No estudo explica-se que uma situação em que a excreção de água na urina não corresponde ao excesso de água consumido “pode levar a hiponatremia, edema cerebral e morte em poucas horas” — “o que corresponde à linha temporal da morte de Lee”. Ou seja, o consumo excessivo de água pode mesmo ter-se revelado fatal.  “O facto de sermos 60 por cento água não nos protege das consequências potencialmente letais de beber água a um ritmo mais rápido do que os nossos rins podem excretar o excesso”, confirmam.

Por fim, os especialistas deixam o alerta: “dado que a hiponatremia é frequente, como se verifica em até 40 por cento das pessoas hospitalizadas e pode causar a morte devido à ingestão excessiva de água mesmo em pessoas jovens saudáveis, é necessária uma maior disseminação do conceito de que a ingestão excessiva de água pode matar​.”

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