Quatro preocupantes sinais para quem torce pelo sucesso da seleção – 23/11/2022

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Antes que a seleção brasileira faça sua estreia na Copa do Qatar vou listar alguns fatores que me fazem acreditar que esse sonhado hexa não vem.

Obviamente, como acontece com qualquer especulação futebolística, eu posso estar redondamente enganada.

Mas os anos de estrada me obrigam a dizer onde e por que uma luz vermelha se acendeu em meu cérebro em relação ao sucesso dessa seleção.

Falo aqui de coisas extracampo. Não vou analisar a seleção dentro das quatro linhas, nem falar de escalação, nem de Daniel Alves, nem de tática ou estratégia, nem dizer que faz tempo que esse time de Tite não faz jogos contra fortes seleções europeias.

Nos quesitos objetivos o Brasil desponta como favorito: é líder do ranking da Fifa, sobrou nas eliminatórias e, com Tite, não para de vencer e, dizem muitos, de convencer.

Só que se o futebol fosse uma planilha nem precisaríamos estar aqui e ele tampouco seria apaixonante.

Vamos ao que me deixa desconfiada.

1. Liderança de Neymar.

Eu começaria essa lista com a celebrada liderança que Neymar tem sobre o grupo.

Tite falou dela para justificar ter dado a faixa de capitão com Thiago Silva. Disse que Neymar não precisa da faixa para ser o líder.

Há algum tempo Neymar é o cara desse elenco. É ele que puxa as brincadeiras, ele que dá o tom da farra, ele que conduz emocionalmente o time dentro e fora de campo.

É apenas natural que o grande craque do time exerça essa função, mas nesse caso específico o que temos como liderança é um homem de 30 anos que insiste em se comportar como um adolescente.

Sabemos disso pelas brigas que Neymar compra em redes sociais, pelo nível 5º série das brincadeiras que ele promove nos grupos e até pela forma juvenil-dançante que ele usou para declarar apoio político ao seu amigo Jair Bolsonaro que concorria à reeleição.

Não vejo um time campeão liderado por alguém com essas características. Pode acontecer? Sempre pode, mas entendo que elencos maduros são aqueles mais aptos a conquistar torneios como uma Copa do Mundo.

2. Tite como coach motivacional

A seleção dispensou a presença de um psicólogo (a). Pelo que informam as reportagens, Tite faz o papel de coach motivacional.

O centro de treinamento usado pelo Brasil está repleto de frases motivacionais escritas em enormes letras nas paredes, iniciativa de Tite.

O treinador também gosta de colocar bilhetes nos quartos dos jogadores com palavras como “coragem” e “confiança”.

Confiança, aliás, é essa palavra usada a fartar por comissão técnica e elenco. Um psicólogo ou uma psicóloga não seria a pessoa que estaria ali para motivar ou passar confiança através de frases retiradas do Pinterest.

O profissional estaria ali para fortalecer mentalmente os envolvidos nesse torneio, trabalhando conflitos, desejos e sonhos.

Motivar tampouco é encher as paredes de clichês ou escorregar bilhetes por debaixo das portas.

Acho que oferecer amparo psicológico em uma competição tão dura e curta, e via especialistas, faria muita diferença à força mental desse time e ajudaria a distinguir confiança de arrogância.

Me intriga que esse trabalho de coach motivacional feito por Tite seja levado a sério porque um time campeão, no meu entender, não se embala em berço tão juvenil.

3. Seis estrelas no calção.

Neymar foi visto com um calção que tinha seis estrelas, indicando a sexta conquista mundial. Rivais criticaram e Neymar se defendeu dizendo que contar com a sexta estrela no calção é uma demonstração de confiança.

Eu argumentaria que não é bem assim.

Confiança é uma coisa que nutrimos em nós mesmos.

Cantar vitória antes da hora não me soa como confiança, mas sim arrogância.

Confiança você usa e sente internamente no grupo e não alardeia para o mundo.

Meter a sexta estrela antes de ela estar efetivamente conquistada não é de bom tom. Nem para as coisas terrenas e nem para os mistérios da vida.

4. Entrevistas

Não é novidade que, às vésperas de uma Copa do Mundo, nosso elenco e comissão técnica deem entrevistas que, aqui e ali, soam arrogantes.

Nem acho que Tite faça isso – já houve treinadores e elencos mais esnobes – mas uma coisa me chamou a atenção numa das entrevistas: ficamos sabendo que o elenco já tem pelo menos dez coreografias ensaiadas para serem feitas depois dos gols.

Não sei vocês, mas eu acho isso estranho.

Gosto da ideia de que eles dancem e celebrem como quiserem os gols, mas dizer isso numa entrevista me acendeu um alerta.

Nem tanto pelo tempo gasto para ensaiar as coreografias, mas porque, outra vez, fico achando que não estamos falando de confiança mas sim de arrogância.

Talvez isso não precisasse ser dito numa entrevista dada para repórteres do mundo todo às vésperas da estreia.

Essas coisas me fazem achar que a seleção fracassará no Qatar. Não são coisas pequenas, muito pelo contrário: são sintomas e eles devem ser levados a sério. Posso estar errada? Sempre. Acontece com frequência.

E, dessa vez, saberemos bastante rapidamente: em alguns dias já teremos entendido se os apontamentos acima fazem ou não sentido.

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