Safra compra banco Alfa | Negócios

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O banco Safra acaba de fechar a compra do controle do conglomerado financeiro Alfa, dono do grupo Alfa. O Safra pagou R$ 1,03 bilhão à Administradora Fortaleza, empresa da família que detinha as ações, numa transação que envolve dois dos grupos familiares mais tradicionais no mercado financeiro no país.

O banco de origem mineira cogitava a venda desde a morte do fundador, o empresário Aloysio Faria, em 2020. Neste ano, as cinco herdeiras iniciaram um processo formal. Rothschild e Mattos Filho atuaram como assessores financeiro e legal da Administradora Fortaleza. Pelo comprador, a assessoria financeira foi do J.Safra Investment Banking e do Pinheiro Neto Advogados.

Outros interessados avaliaram o ativo, incluindo BTG Pactual e, no início das tratativas, o Bradesco, segundo fontes. O Valor havia informado em setembro sobre as negociações, que então incluíam outros interessados, como BR Partners, Inter e Daycoval, processo que foi se afunilando.

Em comunicado, David Safra enfatizou que “a transação é um marco na história do banco no Brasil. Serão beneficiados clientes, funcionários e acionistas do Conglomerado Financeiro Alfa e do Banco Safra. Compartilhamos valores, visão de longo prazo e paixão por trabalhar, isso nos dá enorme confiança na sintonia e sucesso dessa operação”.

Transação marca fase mais agressiva de expansão do Safra e é um “alento” para as herdeiras de Aloysio Faria — Foto: Divulgação

A aquisição marca uma etapa mais agressiva do Safra para crescer. O banco já vinha chamando a atenção com o reforço do time de private banking e gestão de fortunas (áreas em que o Alfa atua) e também banco de investimento – há um mês, o grupo anunciou a contratação de José Olympio Pereira numa clara demonstração de suas ambições de expansão no atacado e numa movimentação que agora parece orquestrada com o M&A. A chegada do executivo inclusive chegou a levantar especulações do mercado de que o Safra estaria de olho em um eventual lance por ativos do Credit Suisse, a antiga casa de Pereira e que passa por uma reestruturação global. Mas o alvo era outro.

A venda ao Safra é também um desfecho que conforta as herdeiras de Aloysio Faria, dadas as similaridades dos grupos em áreas de atuação, composição familiar e perfil conservador. “Elas não queriam algo que fosse acabar com a cultura e história do banco”, diz um executivo próximo à família.

O conglomerado, que além do banco inclui uma administradora de consórcios e uma seguradora, teve origem no Banco da Lavoura de Minas Gerais, criado em 1925, e depois rebatizado de Banco Real, na década de 1970. Após a venda do Real ao ABN Amro, em 1998, o banqueiro Aloysio Faria criou o Alfa, que avançou em serviços corporate, private banking e wealth management no Brasil.

O Alfa é tocado por executivos de longa carreira no banco e que foram próximos a Faria. O discreto banqueiro dava expediente quase diário na sede até poucos meses antes de sua morte, já então aos 99 anos. Suas filhas não participavam da administração. Seu estilo de gestão era conhecido pelos bilhetinhos que se espalhavam pela mesa, cadernos, contratos e até nas respostas de propostas de M&A ao longo das últimas décadas. Numa delas, Faria lançou mão de seu post-it para dar um retorno objetivo sobre a oferta: NÃO. O banqueiro também gostava de ir para a cozinha e repassou para um bocado de executivos suas receitas de bolo favoritas.

Faria também diversificou os negócios da família, com a marca de sorvetes La Basque, a Águas da Prata, a rede de materiais de construção C&C e a produtora de óleos de palma Agropalma – portfólio não incluído na transação com o Safra.

O banco Safra soma R$ 270 bilhões em ativos e administrados R$ 300 bilhões em recursos. Silvio de Carvalho, presidente do banco comprador, diz que a aquisição marca um novo capítulo na história do Safra. “É uma transação histórica no mercado financeiro brasileiro. Temos a convicção de que a operação entre os dois bancos seculares, fruto de trajetórias empreendedoras de sucesso e baseados em valores comuns, potencializará a qualidade, perenidade e excelência que sempre oferecemos aos nossos clientes e colaboradores”, emendou Fábio Amorosino, CEO do Conglomerado Financeiro Alfa, há 17 anos no grupo.

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